Despertar III – a primeira vez

Despertar III – a primeira vez
Se já leram as outras duas entradas percebem o quão eu gosto de voyeurismo!
Adoro ir no Metro e olhar para uma mini-saia de perna cruzada e imaginar o que esconde… sempre fui um ser curioso, desde miúdo, era o mais esperto da turma. Não tinha as melhores notas porque não perdia tempo a estudar, mas era curioso e procurava saber mais do que aquilo que me ensinavam.

No sexo sou assim. Quero sempre conhecer mais, saber mais… não me fico pelo comum e usual, isso mata-me todo o interesse.

A minha “primeira vez” no voyeurismo, a real, foi com 25 anos.

Trabalhava num call-center e tinha algum tempo livre diário. Felizmente não era daqueles call-centers que tinham chamadas a cair a cada 3 minutos, era uma área mais dedicada e atendia umas 20 chamadas por dia, se tanto. Isto dava-me tempo livre para andar em fóruns a escrever ou a fazer pesquisas para onde a minha curiosidade me levava.

Dos fóruns passei para os blogs. Ainda era uma coisa muito recente e não a moda que é hoje.
Comecei a ler blogs de sexo, de casais, de swingers… às vezes lia cada história, e algumas com fotos a acompanhar, que não conseguia evitar e lá pedia uma pausa para ir ao WC “descomprimir”.
Sim, tirando o emprego onde estou agora, acho que nos empregos por onde passei sempre me masturbei uma ou mais vezes… houve um até com atendimento ao público em que, mais uma vez a minha ânsia voyeurista, a olhar para uma cliente, tive de ir ao WC porque o outfit dela estava-me a dar uma daquelas pontas que tinha de a sacudir… mas isso pode ficar para outra história!
Ah… neste emprego ainda não me masturbei mas já fui ao WC tirar umas fotos “engraçadas” no seguimento de uma conversa do Tinder. Não sei se conta, mas…

Adiante, não eram os tempos de hoje e na altura era tudo mais recatado. Daí ter a importância que lhe dou.
Mas estava eu a ler um desses blogs de casais e um deles o casal pediu para se escrever uma história fantasiosa para colocar no blog. Eu na altura estava também a escrever um romance para editar então estava com a creatividade apurada e meti mãos à obra. Devo ter demorado uns 4 dias a escrever, fiz o proof-read e pareceu-me uma boa história. Contava um episódio de um encontro num autocarro entre eu e a senhora do casal, e descrevia todos os detalhes. Mais uma vez e sem dar conta meti o meu voyeurismo na história, em que comecei a reparar na cor das alças do soutien da senhora e escalar até ao ponto em que nos envolvemos. Era o que o casal queria, fantasia, e assim foi.
Não sei se tiveram mais ou menos histórias mas eles responderam-me ao e-mail a dizer que a minha história tinha ganho e iam-na publicar. Eu agradeci e disse-lhes que estava a escrever um livro, e se quisessem mais eu aproveitava e escrevia mais um ou outro conto. Eles que definissem as linhas e eu lá escrevia.
E assim foi… durante uns 2 meses escrevi 4 histórias que eles publicavam.

Até que um dia recebo um e-mail:
“Olha, sabemos que tens escrito isto para nós e temos gostado bastante de publicar no blog. Mas tens feito isto de borla, e já são algumas, não queres receber nada?”
A minha boa educação levou-me logo a responder um “não, nada disso, eu gosto de escrever, faço isto por gosto, e sou fã vosso, bláblá”.
Ao que recebo uma foto dela a chupar na verga do marido e um texto a dizer “se és fã vais adorar esta foto”.
E adorei, de facto!
Eles no blog não colocavam fotos explícitas, só implícitas, sempre com as caras cortadas, ela nunca completamente nua, só maminhas de fora, sem grandes planos da ratinha… ele é que de vez em quando expunha a gaita. Mas aquela foto mesmo sem ver a totalidade da cara, só a olhar para a boquinha dela a chupar o narsso do homem, deu-me boa ponta!
Eu agradeci a foto e não respondi mais nada.
Os dias passaram e não houve mais comunicação. Não sei se respondia ela ou ele, mas assinava sempre com as iniciais dela. Mas não houve mais e-mails, nada… o blog continuava com entradas semanais, tudo normal.
Um dia recebo um e-mail deles: “Está tudo bem?”
Eu respondo “Sim, está tudo bem, obrigado!”
E em resposta “Perguntei porque nunca mais disseste nada desde que te enviámos a foto”
E eu respondi que eles também nunca mais me disseram nada, ao que respondem “Pensámos que tinhas ficado envergonhado depois de veres a nossa foto”.
Eu enviei um e-mail, desta vez já a ser mais cabrãozinho, a dizer “Envergonhado?! Pelo contrário, já bati umas boas punhetas a olhar para a vossa foto!”
E na resposta recebo outra, com o texto “Então bate uma a ver esta!”

A foto era brutal! Ela em cima dele, em cowboy-reverso, foto tirada da frente dela, ela de cabeça para trás sem se ver a cara, os cabelos em cima da cara dele, a montar o gajo com metade do pénis enterrado. A ratinha dela tinha pelinho e estava toda lambuzada.
Que foto! E que foda!
Eu tive de tirar uma foto com o meu Nokia arcaico a segurar a minha verga. E escrevi “o meu muito obrigado por um orgasmo brutal”
Recebi como resposta um smile 🙂

Não disse mais nada durante uns tempos, até que a meio da semana seguinte recebo mais um e-mail
“Gostaste das nossas fotos?”
“Gostei bastante! Não deu para ver?”
“Tu gostas de fantasias, não é? Gostas de ver os outros?”
“Nunca tive esse tipo de experiência, mas sim, adoro imaginar como são as pessoas na cama, e o vosso blog leva a minha imaginação ao limite!”
E desta vez recebo uma resposta diferente:
“Olha, eu sou o XXXX, e já falei com a XXXX e nós já vimos quem tu és (eu tinha partilhado um link do Hi5 ou algo do género) e até te achamos simpático pelo que fizeste pelo blog e tudo… nós queremos filmar uma foda nossa. Queres ser tu a filmar-nos?”

Eu fiquei…… sim, sem palavras!
Claro que quero! Adorava!!

A minha resposta foi essa mesmo.
Ele diz “Ótimo, mas há regras! Tem de haver respeito. Nós vamos estar a fazer amor somos só nós. Isto não é um ménage!”
Eu respondo “Concordo em absoluto e eu tenho um relacionamento, não ia fazer isso”

Ficou combinado para Sábado.
Eu fui ao ponto de encontro e o gajo foi buscar-me de carro.
Simpático, perguntou-me se eu queria ir beber café antes. Eram umas 11h da manhã. Eu disse que já tinha tomado o pequeno-almoço.
A primeira coisa que me diz é “Tens mesmo 25 anos? Pareces um puto!”
Eles tinham uns 30 e qualquer coisa, talvez 35, 36.
Quando chego a casa deles a mulher recebe-me, vestida claro, dá-me dois beijinhos daqueles mesmo nos cantos da boca e diz “Olá! És tão novinho!!”
Tive de dizer que sim, tinha e tenho um aspecto diferente da idade que tenho no BI, e que não sou vampiro nem imortal.
Deu para descomprimir um bocado antes de passar à acção…

Ele traz-me a camera de vídeo e pergunta-me se sei usá-la. Eu olho e vejo que é uma handicam normal, por isso sim, está tranquilo.
Ele diz que quer que eu capte tudo, mesmo tudo. Posso filmar os ângulos que quiser, os pormenores que quiser. Ela sorri.
Eu, profissionalmente, pergunto se querem algum plano específico, se querem que eu comunique com eles durante o acto, ou se só querem que sejam eles no vídeo. Ele diz que tanto faz, eu digo “ok então, é o vosso show, eu não vou dizer nada. Se vocês quiserem parar por algum motivo é dizerem salada de alface, é a safe word”.
Eles riram-se. Eu a tentar ser profissional e eles a rirem-se de mim.
“Relaxa, A., só queremos passar um bom bocado!”

O set foi gravado no quarto. A luz era fixe, luz natural.
Eles começaram logo ali, aos beijos, em cima da cama. E eu de camera na mão!
A coisa começou a desenvolver, tirar a roupa, ela a chupá-lo, deita-se na cama, ela a chupá-la… e eu com uma ponta daquelas.
Estavam até a ajudar, não sei se por receio, mas eles sussurravam um para o outro. Não havia comunicação verbal.
Ela raramente olhava para a camera, estava focada no sexo. Ele nem sequer dava conta de eu existir, quanto mais…

Depois dele a chupar, fiz um close-up na ratinha. Estava toda lambuzada, tal como na foto.
Ele puxou o prepúcio para trás e enfiou a cabecinha da pila na rata húmida. Devagar enfiou o resto. E eu a fazer close-up!
Ele agarrou nas pernas dela para cima e começou a penetrá-la com ritmo. E aqui eu começo a perder os sentidos!!

Não pelo sexo que estava a ver mas porque ela começa a gemer, já sem os sussurros e sem aquele prender de comunicação.
Se há uma coisa que me leva a um orgasmo no sexo são os gemidos. Se ela não gemer enquanto eu estou a pinar, posso estar horas nisso, mas se ela começa a gemer… está tudo estragado!

E eu estava ali, a ver aqueles dois a pinar, ela a gemer, ele também já a respirar rápido, o suór a descer pelas costas.

Ao fim de uns 5 minutos trocam a posição. Ela vira-se de costas e ele come-a à canzana.
É a posição que menos graça eu acho por isso foi bom porque acalmou o meu “estado”.
Tentei filmar do POV dela, da cara dela, e estraguei tudo. Se estava bem no momento em que olho para ela e começo a ver aqueles olhos fechados, aquele esgar de prazer, comecei logo a apertar… o meu ritmo cardíaco devia de estar tão acelerado quanto o deles.
Ela começa a gritar “ai querido, vou-me vir” enquanto masturbava o clitóris.
Muitos “Ais”, muitos “Uis”…

Ele diz-lhe para ela o comer.
Deita-se na cama e ela vai para cima dele, naquela posição de cowboy-reverso que me enviou a foto.
Eu percebi logo e filmei nesse mesmo plano da foto.
Estava tão mas tão perto que sentia o cheiro da rata dela, enquanto fazia o choc choc em cima da pila dele… já era um misto de suór e lubrificação naquela rata que a piça dele entrava e saía a uma velocidade que parecia ter sido mergulhada em gel lubrificante!

Ela começou a gemer novamente e a dizer que se ia vir outra vez.
Deitou-se em cima dele, a masturbar o clito muito rapidamente e a ter espasmos de prazer.
A minha gaita pulava dentro dos meus boxers… só me queria vir ali naquele momento.

O gajo tira a sarda de dentro dela e começa a bater. Levanta-se e chega-se perto da cara dela.
Eu percebi logo apesar dele ter olhado para mim, talvez a primeira vez que olhou desde que começou o set.
Ela agarra-se ao pénis dele e coloca-o logo na boca. Começou a chupar enquanto ele lhe afagava o cabelo. Eu estava do outro lado dela, na esquerda dela enquanto o marido estava à sua direita.
Durou ainda uns 2 minutos até o marido começar a arfar.
Ela tira-o da boca e começa a bater com mais velocidade. Ele diz que se vai vir e ela coloca-o outra vez dentro da boca.
Eu filmo tudo. Mesmo quase em cima deles, sem usar zoom, tento o melhor close-up da cena.
Ela tira o narço da boca e ainda meio molhado de esporra, noto que engoliu o sémen dele. Passa com a língua de alto a baixo pelo caralho dele, que começa a ficar mole.

Ele diz “Podes parar”. E eu parei.
Ele “Estás excitado?”
“Muito!”
“Mostra!”
Eu passo a mão nas calças de forma a salientar o meu pau feito.
“Não, mostra-o mesmo! Tira-o para fora!”
Eu poiso a camera de lado, ao que ele diz “não, dá-me isso!”
Eu dou-lhe a camera e desperto o cinto e as calças e tiro o meu pénis para fora
“Eh lá, és baixinho mais bem artilhado” diz o gajo.
Eu fiquei sem saber o que dizer, mas estava ali de pau feito a apontar para o céu.
Ela olhou para mim e fez um sorriso, daqueles que parece que está a pedir alguma coisa.
Ele pergunta “Queres-te vir?”
Eu faço um ar amedrontado…
“Não faz mal, queres-te vir para cima dela?”
Eu…. ….ah…. está bem…. acho eu….
Ela toca-me só na perna e diz “Esporra-te todo nas minhas mamas!”

Não durou nada… foi ela dizer aquilo e eu a apertar no narço e sai um jacto disparado nas mamas.
Ela ri-se. Ele filma aquilo. Eu fecho os olhos e tenho um daqueles orgasmos…

“Cheira bem” diz ela. Eu com um ar de quem tinha levado um encherto de porrada, só sorri.
Ela meteu um dedo na boca, com algum do meu leito “e até sabe bem”.
“É porque eu não como carne” respondi.

O gajo vira-se e mostra-me que só filmou a pila e ela, não me filmou a cara.
Eu disse que não fazia mal.

Ela levanta-se e limpa o resto do meu jacto com as mãos e diz que vai para a banheira.
O gajo tira um cleenex da mesa de cabeceira e limpa a gaita. E atira a caixa para mim. Eu faço o mesmo.

“Então não comes carne?”
“Não”
“Mas comes peixe?”
“Também não”
“Então onde é que vamos almoçar?”

E foi assim. Ela voltou do banho. Ele diz que demora só 5 minutos e vai para o banho. Ela pergunta-me onde quero ir almoçar. Eu recomendo uns locais.
Ele voltou rápido, escolhemos o local e levaram-me a almoçar com eles.
Depois do almoço despedimos-nos e foi cada um para a sua vida.

Depois de verem o vídeo agradeceram-me por e-mail e disseram que estava muito bom.
Eu retribui o agradecimento e disse que sempre que quisessem podia fazer o mesmo.

Entretanto saíram do país, isto na sequência dos PECs do Sócrates, o gajo tinha arranjado um bom emprego lá fora e ela foi com ele.

O blog entretanto fechou, estava alojado no Sapo e foi removido.

Nunca mais tive contacto com eles, o e-mail não está agregado a contas do Facebook e a última mensagem foi minha.

Mas aquela experiência, guardo-a para sempre.
E como gostava de repetir!!

A.*

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