Parte V – Acompanhante

Parte V – Acompanhante
Como achei que este ultimo capitulo estava a ser um bocado extenso, resolvi dividi-lo em dois e como tal, primeiro vou relatar a parte que se segui-o à minha separação e ida para Lisboa e depois publicarei um ultimo relato da minha vida atual em Madrid.

Nos meses que se seguiram à minha ida ao norte, comecei a tratar de seguir as recomendações do Sr. Doutor.
O meu casamento já não fazia sentido nenhum e necessitava de mudar de vida.
Falei com uma pessoa conhecida que me arranjou trabalho num cabeleireiro em Lisboa e aluguei um pequeno apartamento na zona da Graça.
Tive uma conversa franca com o meu marido, que não aceitou bem, disse que queria ficar comigo de que maneira fosse, eu disse-lhe que o nosso casamento estava acabado, que não eram só os homens que eu tinha e que ele sabia, era tudo o resto, estávamos cada vez mais distantes um do outro e o pedido dele para eu foder com um fornecedor para lhe resolver as dividas tinha sido a gota de água.
Sai de casa nessa mesma noite e nunca mais voltei. Separamo-nos oficialmente cerca de 3 meses depois de eu ter estado com o Sr. Doutor.
Vim para Lisboa e esse período foi um dos mais marcantes que já tive até hoje.
A minha vida começou a ser muito louca. Através de umas colegas de trabalho conheci pessoas cujo estilo de vida envolvia muita coisa, pessoas com dinheiro que gostam de viver a vida e com muitos excessos.
Comecei a participar em determinadas festas em que valia tudo, e quando eu digo tudo, é mesmo tudo.
Foi nessa altura que tive as minhas primeiras experiencias de sexo com mulheres, que gostei, tive prazer, nós sabemos fazer minetes muito melhor que os homens, mas eu sou uma mulher de homem. Tive também as primeiras experiencias de sexo com casais e em grupo. Quando vivi com a minha amiga (E) chegávamos a estar as duas a foder ao pé uma da outra mas sem ser os 4 ao mesmo tempo, nada que se compara-se com o que eu experimentei quando estava em Lisboa, haviam festas em eram todos com todos, mulheres com homens, homens com homens, mulheres com mulheres, tudo muito louco, as pessoas não fazem ideia do que se passa ou passava na altura em determinados sítios em Lisboa.
A minha vida era trabalhar no cabeleireiro da tarde até ao final do dia, ia a casa mudar de roupa, ia jantar com as minhas amigas e depois íamos sair para os bares do bairro alto, Cais do Sodré e docas, no final da noite sabíamos os sítios onde iam decorrer determinados encontros (casas particulares) e sobretudo de 5ª feira a Domingo era ai que acabávamos sempre por ir.
Foi numa dessa festas que conheci um homem que veio a ser determinantes no meu percurso de vida nos anos que se seguiram.
Conheci o (T) numa dessas noites em que valia tudo em que ele era um dos homens presentes com quem fodi. Engracei com ele e trocamos de números de telemóvel.
Ele ligou-me logo no dia seguinte a convidar-me para jantar. Fui jantar com ele e nessa noite ele dormiu logo em minha casa. Nessa altura era raro levar homens para casa, também era amante de um homem casado e relativamente conhecido em Lisboa, mas ele tinha um apartamento nas torres das amoreira e era onde passávamos o tempo juntos, nunca íamos para minha casa.
Mas o (T) começou a ficar comigo cada vez mais noites e eu estranhava o modo de vida dele uma vez que não o via a fazer nada e ele aparentava ter imenso dinheiro, tinha um bom carro, sempre bem vestido e jantarmos em restaurantes caros, mas ficava por vezes o dia todo na minha cama, sem fazer nada o dia todo.
Eu não estava muito interessada no que é que ele fazia para viver mas aquilo intrigava-me.
Um dia, quando estava a almoçar com uma colega do cabeleireiro ela perguntou-me quanto dinheiro é que estava a dar ao (T) por cliente. Eu não percebi a pergunta, e perguntei-lhe eu “mas qual dinheiro e qual cliente ?”. Ela ficou um bocado sem saber o que dizer para depois voltar a perguntar “mas tu não trabalhas para ele ? julgava que sim, julgava que eras uma das mulheres dele”.
Foi então que ela me contou que o (T) tinha varias mulheres a trabalhar para ele, que ela própria já tinha sido uma delas mas que desde que tinha arranjado um namorado com quem estava a pensar casar, que tinha deixado de ir a encontros.
Fez-se luz na minha cabeça, agora percebia porque é que nunca o via a fazer nada, sempre ao telefone e com imenso dinheiro.
Nessa noite como quem não quer a coisa dei-lhe a entender que sabia do que é que ele vivia e ele foi muito frontal comigo, contou-me que realmente tinha umas mulheres com quem tinha negócios, que tinha os contactos certos e que cobrava por arranjar clientes, sobretudo clientes com dinheiro, portugueses e estrangeiros.
Disse-me também que se eu quisesse tinha tudo para poder ser umas dessas mulheres, tinha corpo, aparência, sabia estar, tinha presença e sobretudo sabia muito bem como dar prazer a um homem.
Era só eu querer que ele arranjava-me os primeiros contactos e que podia ganhar mais em dois ou três dias que um mês a trabalhar no cabeleireiro.
Não lhe dei resposta nessa noite, mas fiquei a pensar no assunto e cada dia que passava mais eu ponderava a situação. A foder com tudo e com todos já eu andava, sobretudo nessa altura, não havia nada que já não tivesse experimentado, ou pelo menos assim jugava, gostava imenso de sexo, tirando o facto de receber para foder, tudo o resto era igual, estava cada vez mais convencida e a parte monetária também tinha pesou ma vez que se não fosse o meu amante e o (T) a dar-me roupas e coisas caras eu não ganhava dinheiro suficiente para o nível de vida que levava.
Tomei a decisão que tinha que tomar e se fosse hoje teria sido exatamente a mesma., disse ao (T) para me arranjar um cliente.
Lembro-me como se fosse hoje, o (T) ligou-me estava eu a trabalhar a dizer-me para sair mais cedo pois tinha uma marcação para essa noite.
Fui a casa, não sabia bem o que vestir, se um vestido muito provocante ou algo mais discreto, o (T) tinha-me dito que muitas das vezes o encontro incluía ir jantar fora com o cliente, por isso pensei em não levar algo demasiado sexy pois o homem não iria querer que toda a gente soubesse que estava acompanhado por uma puta. Pus um vestido vermelho, sexy mas discreto que me tinha sido oferecido pelo (T), arranjei-me toda e fui ter com um estrageiro ao bar de um hotel em Lisboa situado ao pé do parque Eduardo VII.
Saímos logo de seguida e ele levou-me a jantar. Ele não era inglês mas falava inglês, eu arranhava um pouco e mal falamos ao jantar mas lá conseguimos entendermo-nos minimamente durante a noite. Eu estava mais nervosa ao jantar do que quando fomos para o hotel. Assim que entramos no quarto do hotel, já estava no meu ambiente e comecei a relaxar.
Tivemos uma noite de sexo perfeitamente normal como eu tinha regularmente com outros homens.
Quando me vim embora tinha a certeza que aquele tinha sido o começo de uma nova vida para mim, e assim foi. E aquilo que ganhei por uma noite foi uma absoluta loucura.
No dia seguinte falei com o (T) a dizer-lhe como é que a noite tinha corrido e a agradecer-lhe a oportunidade. Disse-lhe também que ele tinha toda a razão, eu tinha nascido para aquilo.
Despedi-me do cabeleireiro passado poucos dias e meti-me de pés e cabeça na minha nova profissão.
Comecei a ter cada vez mais marcações e ao fim de uns meses já era uma das principais acompanhantes do (T).
Alem dos contactos que o (T) me dava, estava também inscrita em diversos sites de acompanhantes, quer em Portugal quer no estrangeiro (coloco algumas fotos minhas anunciada em sites de acompanhantes, algumas das fotos que tenho colocado são de sessões fotográficas que fiz nesse altura).
O facto de eu sempre ter gostado imenso de sexo fez com que gostasse imenso do que fazia e uma das diferenças para outras mulheres que também são acompanhantes é que eu tinha verdadeiro prazer com os homens que pagaram para me ter. Eu vinha-me e deve ser raro a mulher que tem esta profissão que se vem com um cliente. Eles viam que não era só pelo dinheiro, viam que eu tinha prazer com eles na cama e isso fazia toda a diferença. Ao fim de uns meses eu já tinha uma carteira de clientes bastante completa e recorrente, haviam homens com quem estava praticamente todos os meses.
Nunca ganhei tanto dinheiro na minha vida como naquela altura.
Levei a profissão muito a sério e resolvi cuidar muito bem do meu corpo. A minha rotina de vida era ter três, quatro marcações por semana, por vezes mais e o resto do tempo passava-o no ginásio, a fazer compras, a lanchar e jantar com amigas. Continuava a foder com o (T) mas deixei o homem de quem era amante.
Aprendi inglês numa escola de línguas pois cada vez tinha mais marcações com estrangeiros e isto porque o meu encontro não era só sexo, isso era só no final, muitas das vezes íamos jantar primeiro, as vezes íamos a um bar ou discoteca e só depois para o hotel. Tinha necessidade se poder manter uma conversa durante esses momento e o curso de inglês ajudou-me nisso, depois foi com a pratica.
Ao fim de um ano eu já podia ser considerada uma Acompanhante profissional, já sabia estar com quem quer que fosse e onde fosse, foi apenas isso que me faltou no inicio, pois de sexo já eu sabia e muito, já era muito puta embora não fosse profissional, não ganhava dinheiro pelo muito sexo que fazia.
Fui Acompanhante, ou puta de luxo, como queiram chamar, o nome não me interessa, durante mais de 4 anos, nesse período ganhei imenso dinheiro e tive experiencias únicas, umas boas outras nem por isso, mas faz parte de quem tem esta profissão.
Podia contar vários episódios porque passei durante esses 4 anos. Estive com centenas de homens, algumas mulheres, casais e trios. Conheci tudo o que são fetiches, e à alguns bem estranhos, mas não me recusava a nada. Tinha uma senhora Francesa muito elegante que sempre que vinha a Portugal, jantávamos juntas num restaurante muito discreto em Sintra e depois passávamos a noite a lambermo-nos uma à outra. Deu-me uns vestidos lindos.
Tinha também um casal com quem estava também uma vez por mês. Adoravam vibradores e gostavam imenso de me ver masturbar, só depois fodiamos e ela era bem mais maluca que ele.
Sempre fiz por merecer aquilo que pagavam por estar comigo, por dar prazer, sempre fui profissional e tenho orgulho nisso.
Nem todos os encontros foram bons, longe disso, mas é uma das faturas a pagar.
Podia dar vários exemplos, como uma vez em que houve um jogo de futebol importante em lisboa e tive duas ou três marcações para os dias anteriores ao jogo, sobretudo de estrangeiros.
Acabei por aceitar uma marcação com dois homens estrangeiros que devia incluir mais uma colega de profissão.
Quando cheguei ao hotel, vi logo que a coisa tinha tudo para não correr bem. Eram dois jovens já muito bebidos e sem maneiras nenhumas. Ficamos no bar do hotel à espera que a outra rapariga chegasse mas ela não apareceu (se calhar viu o que a esperava e foi-se embora, que era o que eu também devia ter feito.
Fui com os dois para o quarto. Despi-me na casa de banho e pensei que tinha que despachar aquilo rapidamente.
Eles também já estavam todos nus, comecei a chupar um, mas o outro veio por de trás, começa-me a mete-lo, entrelaça o meu cabelo com a mão e puxa-me a cabeça com tanta força para trás que até deu um estalo. Ainda hoje quando me doem as costas acho que foi por causa daquela besta. O outro chegou-se ao pé de mim e enterrou-me o caralho todo na boca, eu mal consegui a respirar, eu não o estava a broxar, nem conseguia, estava aflita com falta de ar.
O idiota viu que eu estava mesmo aflita e lá o tirou da boca. A seguir quiseram fazer um duplo, meterem-me os dois ao mesmo tempo. Já tinha feito vários duplos, mas não daquela maneira, levei com os dois ao mesmo tempo à bruta, estavam completamente doidos e sempre a chamarem-me imensos nomes. Um deles ainda tentou meter-me uma garrafa, eu não deixei e mal pude arranjei uma desculpa para ir à casa de banho, vesti o meu vestido, agarrei na minha mala e nos sapatos e sai a correr porta fora para o corredor direita ao elevador, sempre a ver se eles vinham atras de mim, mas felizmente não vieram.
Calcei-me e arranjei-me minimamente no elevador. Sai do hotel completamente rebentada.
Outra ocasião que começou bem mas acabou muito mal, foi numa festa de fim de ano numa vivenda com africanos e mais uma serie de acompanhantes. As coisas descontrolaram-se a meio da noite e vi e fiz coisas completamente doidas, que me vou escusar de contar .
Mas foram apenas algumas situações más entre muitas outras boas, a maior parte foram boas.
Foi também devido a ser Acompanhante que conheci o meu atual marido.
O meu marido é espanhol e foi um dos meus clientes à cerca de 7 anos. Ele já na altura tinha uma serie de representações de material informático que o obriga a viajar muito.
Foi numa dessas vindas a Portugal que ele marcou comigo. Fomos jantar e a um bar e logo nessa primeira noite senti que ele era diferente, falamos a noite toda, rimos imenso e chegamos ao final da noite tão cansados que nem sequer fodemos nessa noite. Combinamos encontrarmo-nos no dia seguinte e ai sim estivemos a foder como loucos a noite toda.
Fui com ele de táxi até ao aeroporto, parecíamos dois namorados , até tive vergonha por ter recebido dinheiro pela noite que tivemos.
Passei o resto da semana doida porque ele me ligasse mas ele não me ligou, resolvi também não ligar, afinal ele tinha sido apenas um cliente.
Mas no fim de semana seguinte cá estava ele novamente em Portuga e ficamos o fim de semana todo juntos. Os fim de semana repetiram-se, eu comecei também a ir a Madrid a casa dele até que passado uns meses ele me convidou para ir viver com ele de vez.
Significava mudar tudo outra vez na minha vida e mais uma vez foi o que fiz, passado um mês estava a viver em Espanha e passado um ano estávamos casados.
Deixei obviamente de ser acompanhante, de ser profissional, mas não de ser puta, isso sempre fui e sempre serei. Procurei e procuro ser o mais normal possível dentro do meu casamento, mas tive necessidade de arranjar um amante.

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